Entrevista com Jeremy Irons

Numa tarde chuvosa de Abril em Nova York está Jeremy Irons, 63, com uma cigarrilha nas mãos (ele compra o tabaco no aeroporto em lojas liberadas) em sua suíte no lado superior leste do Lowell Hotel. Ele está aproveitando um momento longe de seu trabalho peripatético: trabalhando como papel principal do seriado The Borgias, que é gravado em Budapeste, o ganhador do Oscar britânico (Reversal of Fortune) acabou também de completar seu trabalho no filme de Bille AugustNight Train to Lisbon, gravado em Portugal, e agora está filmando um filme de Richard LaGraveneseBeautiful Creatures em Nova Orleans. Com sua sinceridade já conhecida, Irons divide a sua opinião sobre a “merda” da fama, como um jantar revelador no Vaticano preparou ele para seu papel como o papa renascentista Rodrigo Borgia e os dois atores Americanos que intimidaram ele.

The Hollywood Reporter: O que te leva a continuar trabalhando?

Jeremy Irons: É um pouco como uma droga. Mas é importante que você tenha uma vida forte com outras paixões que possa balancear com o trabalho, assim você sabe porque está trabalhando. Fama e sucesso não tem valor. Nós temos a cultura onde todos querem ser famosos. E você se pergunta, porque? Porque se tem dito que isso traz a felicidade. E é tudo besteira. Claro, é ótimo andar pelas ruas e as pessoas dizerem, “Oi, eu amo o seu trabalho”; e ir a um restaurante e as pessoas dizerem, “Oh, nós te acharemos uma mesa.” O mundo inteiro se torna seu. Mas você tem que se acostumar com todos querendo saber sobre a sua vida.

THR: Por quanto tempo você se vê interpretando Rodrigo Borgia?

Irons: Eu me pergunto isso todos os dias. E eu pergunto a Neil Jordan [criador e produtor executivo] todos os dias. Quando eles primeiramente me pediram para fazer, eles disseram, “Olha, talvez o faça por quatro anos.” E eu me engasguei! Mas Neil é um cineasta. Então de uma forma, ele está se educando a escrever para a televisão. Isso torna a série mais lenta que um seriado deveria ser. Mas escolhemos isso, cenas mais curtas e mais [estalando os dedos] na segunda temporada.

THR: Você gosta de Borgia como um personagem?

Irons: Você não pode interpretar alguém e não gostar dele. Você está dentro dele, e ele é você. Eu gosto do apetite de Borgia; Eu gosto como ele come a vida, não aceita desaforo e que ele falhe. Ele não é um bom moço, ele não é um homem ruim, ele é um homem. Ele tem sede por poder; ele não quer gastar tempo nesta vida. Eu divido isso com ele. Eu não tenho sede por poder, só fico entediado muito rápido e quero fazer o máximo nestes quatro anos ou dez, se eu tiver sorte, enquanto estou no mundo.

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